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A direita em Portugal

Antes de mais realçar que esta é a minha visão e opinião sobre estes partidos e ideologias destes, e só a mim me compromete.

Atualmente, encontram-se inscritos 23 partidos na base de dados da CNE (Comissão Nacional de Eleições), desses, 7 são claramente de índole de direita ou centro direita (embora não acredite no centro como um espaço ideológico, como mais à frente irei opinar). Desses 7 vou excluir o Partido Cidadania e Democracia Cristã, por estar em aberto o processo de fusão entre estes e o Partido CHEGA.

Para mim só existe um partido de Extrema Direita em Portugal e esse Partido é o Ergue-te, se o nome não lhe diz nada, é normal, é o novo nome do Partido Nacional Renovador (PNR). Com o slogan bem sugestivo (“Pela pátria, pela família, pelos teus!”); este é um partido nacionalista, que pretende a independência nacional e defende património Histórico-Cultural da raça portuguesa. Partido que diz que a Imigração é uma ameaça à identidade da raça portuguesa e eurocético achando que sozinhos estamos melhor enquanto nação soberana.

Sou a favor da existência de todo o tipo de partidos políticos, sejam eles de direita ou de esquerda e dos seus extremos, a sociedade tem de saber rebater argumentos mostrando que estes extremismos nunca levaram nenhuma nação a uma prosperidade duradoura e quando levaram a essa prosperidade incluíram nessa equação a guerra. Os seguidores deste tipo de movimentos confundem um Nacionalismo rebarbado com o período vivido durante a época do Estado-Novo, não se lembrando da dimensão étnica e cultural vivido nesse período em Portugal, lembrando-se só da dimensão económica, pensando que essa dimensão só foi conseguida através deste pequeno retângulo à beira mar plantado, o que não foi o caso.

O PNR ou Ergue-te nunca teve dimensão em Portugal, nem nunca teve uma organização como partido que pudesse crescer… e ainda bem!!!

A seguir, no caminho do extremo para o “centro” temos o CHEGA!. E aqui tenho uma opinião muito própria sobre o CHEGA!, (por este ter conseguido um lugar na Assembleia da República) em relação áquilo que é vinculado nos média nacionais que é: é tão mau o CHEGA! estar no parlamento como o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português! Disse!!

O CHEGA! ao contrário de outros partidos no parlamento não é eurocético (embora tenha uma visão conservadora para a Europa), por isso creio que por este e outros motivos é como que um partido liberal, enquanto que os pensamentos económicos, embora ultraconservadores, não o considero um partido de extremo, mesmo não sendo moderado.

O Chega! entra no Parlamento português por dois motivos essenciais: um deles é crescimento de um tipo de discurso, em grande parte dos países como França (com Marine Le Pen), Estados Unidos (com Trump) e Espanha (com o VOX), e que em Portugal se viu refletido neste partido; e o outro motivo é o de os partidos moderados não conseguirem trazer as bandeiras do populismo para o lado moderado, destruindo qualquer hipótese deste tipo de temas serem discutidos sem um lado lógico para rebater essas ideias.

Enquanto não se discutirem este tipo de problemas que este partido trouxe à esfera mediática de uma forma sã, útil e inteligente, este tipos de partidos só tendem em crescer! Algumas bandeiras deste partido existem e estão presentes no quotidiano do Português, mas discutidos de uma forma vil não serão benéficas para Portugal e para os portugueses.

O Aliança nasceu de dissidentes do PSD depois das eleições diretas que elegeram Rui Rio como presidente em detrimento de Pedro Santana Lopes, partido que não conseguiu vingar nas primeiras eleições legislativas (que quanto a mim tem uma tendência clara em desaparecer), ainda mais com o seu líder e fundador a afastar-se já no próximo comício do partido. Para mim o Aliança nasceu sem identidade nem ideias próprias e só serviu para uma fragmentação do PSD.

 A Iniciativa Liberal é um Partido desde de dezembro de 2017 e que como o nome diz ao que vem, defende o liberalismo e com isso, o Estado Mínimo nas diferentes vertentes. Tem-se vindo a mostrar consistente com a suas bandeiras, aliás como o seu atual líder João Cotrim Figueiredo, acreditam “no Liberalismo – nas ideias políticas que defendem pessoas livres, sociedades livres, mercados livres, cidadãos livres – porque a Liberdade é o maior motor de geração de desenvolvimento humano, de harmonia social, e de prosperidade económica.”(in iniciativaliberal.pt)

O Estado Já demonstrou por várias vezes que é um péssimo gestor de empresas e que elas só servem para colocar amigos pouco qualificados em cargos vitais nestas, e que trocam consoante o sabor dos ventos (governos), não salvaguardando o interesse público. Embora acredite piamente no liberalismo económico, já não o consigo defender como demonstração de valores. Sou um conservador (embora não seja um Homem das cavernas).

Depois temos um dos históricos partidos da direita nacional, o CDS-PP. Foi inscrito no Supremo Tribunal de Justiça em 13 de janeiro de 1975 com a denominação de Partido do Centro Democrático Social e a sigla CDS; nasce pela mão de Diogo Freitas do Amaral entre outros, para ser um partido do centro inspirado pela democracia cristã. De lá para cá têm existido várias flutuações na sua índole ideológica, afirmando-se como o um partido de direita, o que levou a desfiliação do seu principal fundador.

Na sua história não nos podemos esquecer claro da AD (Aliança democrática), um importante passo para o “centro direita” em Portugal e um pilar na construção da democracia neste pais. Hoje tenta-se colocar ao lado de uma direita conservadora, com o aparecimento do Chega! e da Iniciativa Liberal, e fragmentação de um tipo de direita o que não abona a favor do CDS.

Não vejo o CDS como o partido do táxi, mas que se, infelizmente, não encontrar um rumo que se distinga dos outros e que se inove, está condenado a ser conotado como partido de pessoas de classe rica e que não conhece os reais problemas dos Portugueses, tendo só popular no nome.

Vejo o desaparecimento do CDS com tristeza, tenho de o admitir; um histórico partido ter um fim anunciado antes de acontecer, não é só triste como deprimente devido á forma como está se desenrolar.

Por último o PSD, o partido onde encontrei o pluralismo necessário para o meu pensamento e para a minha ideologia, a Social Democracia! Com a denominação Partido Popular Democrático e a sigla PPD, passou a designar-se Partido Social Democrata, com a sigla PPD/PSD, desde 13 de Outubro de 1976. Partido que também teve a sua flutuação ideológica e que com Rui Rio se conota como partido do centro.

Embora eu não acredite no espaço ideológico do Centro, sei que este se traduz num espaço ideológico moderado para abranger indecisos de esquerda e de direita moderada, mas que não é traduzido num pensamento preciso. A visão de uma esquerda ou de uma direita, por exemplo, na economia não se tocam (continuo a achar importante os valores ideológicos nos partidos porque é o único indicador que nos permite escolher o rumo do país, mas isso fica para um próximo artigo).

Partido que embora tivesse as suas flutuações, mas nunca esqueceu a sua vertente principal de social democracia, com tudo o que isso quer dizer e mais importante, que todas as pessoas sabem o que isso quer dizer, embora às vezes a social democracia e o PSD não tenham o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido em prol do país e dos portugueses .

Com este texto não quis fazer uma simples enumeração de partidos de direita com as suas coisas boas ou menos boas, mas que existe uma ideia em que a direita é fascista ou limitadora, muito embora seja o espaço ideológico que dá mais liberdade às pessoas nunca esquecendo os seus direitos e garantias.

Respeito, mérito, responsabilidade e nacionalismo entre outros valores, são intrínsecos à direita, mas não a toda a direita. Saber dividir o trigo do joio é o mais importante.