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Desconfinamento no interior: positivo ou negativo?

O abandono do interior é um tema que tem vindo a gerar preocupação entre a sociedade.
Procurou-se encontrar as razões que o motivam, de que são exemplo o êxodo rural e a emigração, e posteriormente têm vindo a adotar-se algumas medidas para tentar combater os impactos negativos deste fenómeno.
No entanto, o interior deparou-se anteriormente com um novo problema, o confinamento.
Não há dúvida de que o abandono, que caracteriza a região interior do nosso país, nunca se fez sentir tão fortemente como se fez nos dias de confinamento. O turismo, que vinha a revelar-se forma de contornar este problema, tornou-se nulo deixando assim a vasta região interior à mercê.
As pequenas aldeias do interior depararam-se com ruas desertas e a solidão que já se fazia sentir nas envelhecidas comunidades cresceu de forma abrupta.
Agora, em tempos de desconfinamento, nas aldeias começam a ver-se novamente os emigrantes e os turistas. Acontece que este fenómeno tem duas faces.
A face menos boa é a exposição das regiões do interior, que se caracterizam pelo seu elevado envelhecimento populacional, a um maior número de pessoas que provêem de outras partes do país e do mundo.
Ou seja, a exposição de um grupo de risco (idosos), isto é, grupo com maior probabilidade de contrair coronavírus, a uma maior quantidade de indivíduos. Aumentam assim as probabilidades de contração do vírus nas populações do interior.
A outra face, e essa mais positiva, consiste num aumento do turismo rural pelo facto deste se praticar em regiões menos povoadas onde os turistas se sentem mais seguros.
Este aumento do turismo rural proporciona assim um aumento de receitas e um menor abandono para as regiões do interior.
Concluindo, o desconfinamento acarreta consigo alguns perigos, mas também algumas vantagens, importa por isso fazê-lo de forma gradual e cuidadosa a fim de podermos um dia voltar a circular de forma mais livre e segura.