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O(s) Vírus

Este está a ser um ano atípico, aliás muito atípico. Este vírus obrigou-nos a ver o mundo de uma outra maneira e aprender a viver de uma outra maneira daquela que estávamos habituados. Mas com o surgimento deste vírus deram se a conhecer outros tipos de vírus que se encontravam na sociedade , e que já se sabiam que existiam , mas com ele(Covid-19)  vieram mostrar a sua insignificância e maldade e eles também devem ser combatidos.

Ou seja, com o Covid-19 foi o Pangolim (animal que supostamente foi o transmissor do vírus para os humanos), e para Portugal foi a política, vírus esse que demorou a ser visível. De um lado temos o governo e as suas instituições, como por exemplo o caso da senhora doutora Graça Freitas diretora da DGS, que no início desvalorizara o vírus e que nem iria sair da China; depois os casos com a utilização ou não da máscara, em que no início simplesmente se ignorou as diretivas e concelhos do OMS  e na mesma linha tivemos nestes últimos 2 meses varias confusões: a utilização ou não do sistema privado de saúde e quem pagaria a estes, os casos de ajuste direto nas compras de máscaras , compras essas que foram feitas a pessoas próximas de membros do governo.

Embora pudesse elencar aqui mais erros deste governo, porque os há, também devo de sublinhar que esta é uma situação nova, mas que erros grosseiros não podem ser desculpados por isso.  A falta de preparação para o desconhecido concedo a incompetência não.

De outro lado os populismos, e aqui tanto a extrema esquerda como a extrema direita foram essa face em Portugal como no resto do mundo, utilizaram o vírus para fazer propaganda política, o que foi só triste e intelectualmente desonesto.

Tivemos o apogeu desse populismo quando, e que foi contra todas as indicações tanto da DGS como do Estado de Emergência que vigorava à data, as comemorações do 1º de maio pela CGTP, violando, por exemplo, a restrição de circulação entre concelhos. Sabendo o perigo que envolvia, colocaram a sua ideologia à frente da saúde comunitária, para festejar uma data simbólica. Já o 25 de abril foi festejado com precaução devido à onda de contestação que o povo exerceu. Aqui não estou a retirar a importância de cada uma das datas, embora tenha opinião sobre elas, mas sim o bem-estar e a saúde do país.

Este é o momento em que podemos observar um verdadeiro estadista para um oportunista, e alguns ficaram bem visíveis nestes dias.

Não queria acabar este pequeno texto antes de puder fazer duas menções honrosas de como se deve encarar o problema do vírus, não esquecendo acontecimentos importantes. O primeiro é para a UGT que festejou a mesma o dia 1 de maio, mas marcando o dia com vídeos nas redes sociais. E a segunda é para a Igreja Católica portuguesa, que com uma possível enchente no Santuário de Fátima, decidiu que as missas de 12 e de 13 de maio, tão importantes para muitos portugueses, se fizessem à porta fechada com transmissão televisiva.