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Campanha Dia do Estudante

Por entre a incerteza, a insegurança e a agitação com que todos temos encarado as últimas semanas de exigente resposta conjunta à ameaça de saúde pública da COVID-19, assinala-se hoje, 24 de março, o Dia Nacional do Estudante.

Ao longo deste dia, fizemos uma campanha digital que recolheu várias dezenas de contributos sobre a situação educativa atual. Homenageamos, agora, a luta corajosa, determinada e irreverente do movimento estudantil nacional pela defesa do direito constitucional à Educação, enquanto pilar basilar e estratégico do desenvolvimento de qualquer sociedade e dos indivíduos que nela participam.

Perante a atual conjuntura, sem precedentes na história recente do país e da comunidade internacional, também o Direito à Educação, tal como consagrado na Constituição – baseado em igualdade de oportunidades e na superação dos contrastes económicos, sociais e culturais – corre o risco de ficar comprometido em alguns pontos do território nacional, em virtude do conjunto recente de medidas que foi necessário implementar para proteger os cidadãos e conter a propagação deste vírus, nomeadamente o encerramento dos estabelecimentos de ensino.

No atual cenário, em que alunos e professores se veem dependentes da sua capacidade de improviso e criatividade para assegurar, dentro do possível, as suas dinâmicas de aprendizagem, sabemos que por esse país fora existem contextos que impedem ou limitam significativamente o adequado decurso destes processos, impondo aos estudantes acrescida incerteza e insegurança perante o futuro.

A meio do segundo semestre para muitos, e no final do segundo período para muitos outros, esta circunstância veio impor-se numa altura crítica para os estudantes, em particular para os que necessitam garantir o melhor desempenho possível em determinados momentos de avaliação a fim de prosseguirem para etapas seguintes do seu percurso educativo, como são disso exemplo crítico as candidaturas ao Ensino Superior.

Bem sabemos que o tempo é de imprevisibilidade e que não haverá respostas fáceis nem confortáveis para reverter a normalidade que cada um de nós, dia após dia, deseja cada vez mais.
À falta ainda de soluções concretas, para salvaguardar que nenhum estudante vê comprometido o seu percurso nos restantes meses do ano letivo, sabemos também uma coisa: a JSD cá estará nestes próximos dias para defender, colaborar e escrutinar a construção de alternativas concretas que preservem aquilo que hoje celebramos: o Direito à Educação.

 

24 de março de 2020,

A Comissão Política da JSD Distrital Castelo Branco.