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A etapa que se segue!

Passados três dias das eleições legislativas, já muitas análises foram feitas, muitos prognósticos apresentados e muitos vaticínios traçados.

Qualquer social democrata que se preze consegue ver o que realmente se passou. O período entre desde as eleições internas de 2018 até ao culminar das eleições legislativas 2019, o partido não teve paz interna, seja por falta de capacidade agregadora de quem ganhou, seja por falta de capacidade democrática de quem perdeu.

A nível regional também é conhecido o atribulado processo eleitoral que a estrutura distrital sofreu, principalmente numa altura delicada em que foi e que não ajudou neste processo.

Mas chega de falar do passado. Como diz o ditado popular, para a frente é que é o caminho. E esse caminho faz-se caminhando, sem queimar etapas, pois quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos. Com isto quer dizer que tendo o partido prazos estatutariamente estabelecidos, é completamente extemporâneo estar-se a pedir eleições antecipadas pois, mais uma vez como diz o ditado “cadelas apressadas parem cachorros cegos”.

A nível distrital, há que trabalhar, de uma forma mais afincada, nos novos desafios que se advinham, ou seja, as eleições autárquicas. Não há tempo a perder. Onde o PSD é poder e havendo possibilidade de recandidatura dos atuais Presidentes, o caso é mais fácil de resolver, contudo não pode ser descurada as renovações que se exigem.

Onde somos poder e os atuais Presidentes não se podem recandidatar há que trabalhar com as estruturas locais, de forma leal e séria (afinal não podemos fazer aos outros o que fizeram connosco), para encontrar os melhores candidatos que transmitam os valores social-democratas e sejam os que melhor servem os interesses da população local.

Onde não somos poder, temos que encontrar os melhores candidatos, não com a ambição de conquistarmos desde já a presidência das câmaras, mas de fazer um trabalho de acompanhamento permanente e pugnar pela salvaguarda dos interesses das populações.

Em todos os casos, é obrigação do partido prestar o apoio às estruturas locais para que estas possam fazer um melhor trabalho autárquico, seja a nível de formação, seja ao nível de partilha de ideias e discussão de problemas comuns.

A nível interno, é preciso apostar no desenvolvimento das estruturas, estancar a saída de militantes, pois são os militantes de base o maior ativo do partido. É preciso haver um trabalho constante de proximidade e não apenas quando existe eleições. É preciso melhorar a comunicação institucional, fazer passar a mensagem.

E acima de tudo, é importante que os responsáveis políticos, sejam eles dirigentes partidários ou titulares de cargos políticos, estejam disponíveis para o contato com as pessoas, com as empresas e com todos os atores da sociedade, não só para em altura de eleições, mas acima de tudo fora dos períodos eleitorais.

Mãos à obra.

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