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Eu sou Belmonte. E vocês?

Como tem sido escrito e dito, Belmonte tem honrado Portugal, na História, nas batalhas renhidas e vencidas, nos homens e mulheres de bem e nos filhos que em nada envergonham os antepassados. Até aqui todos estamos de acordo e face a esta breve resenha todos esperariam que Belmonte assim continuasse, numa conquista diária de valorosos indivíduos que por nada deste mundo trocariam de bandeira. Vamos todos lutar pelo nosso concelho e fazer dele o mais e melhor que pudermos.

Até aqui o discurso é coerente, contudo, é aqui que falhamos. Falhamos e continuaremos a falhar enquanto não houver uma fiel conduta que nos leve a todos, mais além nesta labuta. Não somos mais do que ninguém nem isso é pretendido, e aqui está a maior falha; este é o pressuposto que só os espíritos menos ousados e mais tacanhos defendem. Somos deste concelho, vivemos neste concelho, mas defendemos outro porque a tutela que nos lidera não nos agrada ou então porque somos tão poucos ou melhor, os outros valem muito mais. Bom, assim dito isto dói, mas pior que isso é sermos julgados pelo que somos e no que temos. Não é por sermos em menor número que não valemos, ou que não temos nada a ensinar ou a dar aos outros, para quem assim pensa, então pensa mal. Para alargarmos horizontes, para melhorarmos o espaço exíguo que temos, há que arrumar o que é nosso.  Arrumar a nossa casa. Temos de dar guarida aos nossos pertences no concelho que é nosso por direito. Acima de tudo há que ser solidário nas diferenças e melhorar as semelhanças. Tanto somos da cidade que não nos podemos esquecer das berças. Temos orgulho nos nossos campos, nas nossas origens, neste chão que muitos já pisaram e outros querem pisar, não para fazer turismo, mas para fazer dele um concelho de gente boa, de valor e de trabalho. Não é desdenhando que iremos melhorar.   É aceitarmos que hoje não há, mas haverá amanhã se lutarmos. É acreditar que podemos ter tudo o que quisermos.  Isolados não. Juntos sim.

Não interessa a cor, a ideologia, ou a fé que nos move. Interessa acreditar que somos deste concelho e que conseguimos mudar. Por vezes há quem sinta vergonha de aqui ter nascido ou por aqui viver. Errado. Não sejamos filhos pródigos. Somos capazes de melhor. Olhar de lado para os nossos conterrâneos? Porquê essa necessidade? Encaremos o futuro com base no passado e na atualidade. Porque nós jovens somos os menos indicados para estes papeis? Essa não é a resposta. Exatamente porque somos jovens, tudo temos para sermos os representantes de um concelho mui digno de tal nome. Não falamos todos o mesmo português, então ensinemos aos que menos sabem. Troquemos ideias, comparemos ideais, mas não mudemos de bandeira. Hoje e para sempre, Belmonte unido por um futuro melhor.  Eu sou Belmonte.

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