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“Quem casa, quer casa”

Há nos dias de hoje um grave problema em Portugal no que toca à habitação, existe um deficit de casas/habitações, o que leva a que a procura supere a oferta e traga consigo as conhecidas implicações de mercado. No ano de 2018 já era claro o crescimento do licenciamento de construção nova de acordo com Instituto Nacional de Estatística, mas mesmo assim, ainda não é suficiente para colmatar as necessidades existentes no País.

No que toca ao arrendamento, que seria uma solução para os mais jovens, não é neste momento uma possibilidade a colocar em equação, pois o arrendamento em regiões do interior torna-se mais difícil, devido a existência de poucos imóveis para a modalidade, e atualmente os preços praticados encontram-se inflacionados.

Quem acaba por sofrer mais com esta situação são os jovens. Como nos diz o provérbio português, “quem casa, quer casa”, e utilizando isto para demonstrar que neste momento devido aos problemas de habitação existentes no país, não é essa a realidade dos mais jovens, tendo assim que permanecer nas casas dos pais, tornando a emancipação cada vez mais tardia.

Torna-se imprescindível que os municípios, como forma de poder fixar população mais jovem, apresentem uma forte política de habitação. Um dos caminhos que pode ser tido em consideração é a reabilitação dos centros urbanos e assim colmatar dois problemas, que estão presentes nestes territórios, incapacidade de fixação de população e o problema do arrendamento/habitação.

A reabilitação do edificado apenas representa em Portugal 6% do investimento do sector da construção, enquanto que a média europeia é superior a 30%. Foi no ano 2007, através da “Carta de Leipzig sobre Cidades Europeias Sustentáveis”, documento político, derivado de uma reunião informal entre os ministros responsáveis pela área do urbanismo, dos 27 Estados-Membros da União Europeia, onde se salientou a importância de renovar o centros das cidades/vilas, sendo esta uma tarefa pública.

É nos municípios do interior que se apresenta uma grande percentagem de edifícios degradados/abandonados no centro das suas vilas e cidades, logo, será importante promover a sua conservação e até aliar isto a uma política de juventude.

Assim sendo há várias práticas possíveis como promover financiamentos e concursos para reabilitação de edifícios desabitados / degradados, criar fóruns de informação sobre financiamentos e apoios disponíveis, criar um programa de apoio à melhoria das Condições de Habitabilidade.

E sobretudo, um dos mais importantes, no meu entendimento a reabilitação de edifícios degradados e desabitados, por parte das Autarquias, para arrendamento de baixo custo para promover a emancipação jovem e fixação de pessoas nos concelhos.

Permitindo assim, que o famoso provérbio português, antes citado, passe a ser uma realidade, e “quem casa, tem casa”.

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