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JSD PROPÕE CAMPUS EMPRESARIAL NO INTERIOR

No âmbito do Projeto Político “Agora, o Interior”, a JSD Distrital de Castelo Branco dedicou os últimos dois meses ao estudo e discussão dos amplos setores da Inovação, Empreendedorismo, Economia e Emprego, grandes áreas que fortemente se cruzam no seio do ecossistema dinâmico de mercado em que vivemos e o qual importa, naturalmente, promover e sustentar.

Feito o balanço dos trabalhos, a estrutura pretende destacar o “rumo que acredita estar em harmonia com o desígnio que, desde o início, tem estado na base deste projeto: um Interior de futuro e com futuro, para esta e para as próximas gerações”.

Desde logo, o primeiro elemento a sublinhar é a dificuldade que parece existir, no seio da cultura governamental, em cumprir com os compromissos anunciados. Fomos, nos últimos anos, testemunhas de uma exaustiva campanha de medidas, planos, estratégias, pactos, ideias e intenções para desenvolver as regiões do Interior. Não faltam, na verdade, alicerces para pôr em prática as reformas necessárias à dinamização económica; falta, isso sim, materializar muita da produção intelectual que é feita. É assim há muitos anos: esgotamos o mérito no planeamento, quando a verdadeira mais-valia de toda esta linha de trabalho desafiante está na implementação efetiva destas “visões de futuro”. Não há imensa virtude em alcançar uma boa ideia. O crucial é colher dela alguma coisa de verdade e de proveito para o país. Cumprir é, pois, a ação de maior impacto e denominador comum de todas as reformas.

No âmbito concreto das reformas propostas, a JSD Distrital começa por “reforçar a urgência que existe em aproximar geograficamente o país, por via das redes públicas de transporte, nomeadamente a ferroviária”. Se não queremos que prevaleça a tendência de mobilização permanente em torno dos grandes centros urbanos e das oportunidades, há que “melhorar a acessibilidade entre esses grandes centros e a restante geografia e potenciar assim a verdadeira coesão territorial”. Não podemos continuar com uma rede ferroviária do século passado, prejudicando a mobilidade, ou com as mais elevadas portagens do país, quando deveriam estar ajustadas ao PIB e alternativas viáveis de cada região, o que, só por si, originaria, por exemplo, uma redução de 50% na A23”.  A par disso, as medidas propostas concentram-se em outros dois eixos prioritários: por um lado, “otimizar o papel e o contributo das Instituições de Ensino Superior junto do tecido empresarial e dos planos locais de empreendedorismo e inovação social”; por outro, conceber, com devido suporte em evidência e pressupostos de sustentabilidade, a “construção de infraestruturas disruptivas que alavanquem um considerável e duradouro dinamismo demográfico e económico em larga escala, que beneficie preferencialmente os territórios do interior”. Entre estas, a JSD identifica o potencial da construção de “um aeroporto num ponto central de Portugal, com suporte de rede ferroviária ou rodoviária”, bem como de um “mega campus empresarial, construído, com base na canalização de fundos comunitários, num ponto estrategicamente favorável, e que resulte num estímulo grandioso para inspirar ao investimento posterior na vertente da inovação e empreendedorismo, bem como à gradual mobilização dos indivíduos com afinidade profissional para a sua periferia”.

Para os jovens laranjas, é imperioso que Portugal adote uma postura disruptiva e coloque de parte as pequenas medidas avulsas, que, sem coordenação e interligação, só resultarão em mais despesa mal alocada. A investir, o Estado deve focar-se nos setores prioritários, como a criação de Emprego, Mobilidade e captação de Investimento.

Estas propostas foram já entregues aos deputados do PSD eleitos pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, com vista à sua discussão e introdução como propostas legislativas nos debates sobre o Orçamento do Estado para 2019. Um resultado mais aprofundado e devidamente documentado relativamente a estas e outras medidas será alvo de apresentação e discussão pública, tal como o trabalho desenvolvido em torno dos restantes temas abordados no Projeto Político “Agora, o Interior”. A produção política será congregada num documento final global, que “acreditamos poder contribuir para o presente e o futuro do nosso Distrito, do Interior e do País”.

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