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O jogo da batata quente

A crise migratória atual, a pior do mundo desde a II Guerra Mundial, representa um dos maiores desafios para a União Europeia. Os migrantes que tentam entrar na Europa através do mar, provêm principalmente de África e do Médio Oriente. Entram em fuga de países em que a guerra é uma constante, onde os conflitos religiosos dizimam milhares de pessoas e violação dos direitos humanos é algo que acontece diariamente. Segundo a Organização Internacional para as Migrações muitos destes migrantes acabam por não conseguir os seu grande objetivo de entrar na Europa acabando por morrer no Mar Mediterrâneo.

Esta crise de migração na Europa que tem vindo a aumentar progressivamente desde 2015, mas nos últimos anos, milhões de pessoas têm chegado à Europa o que expôs claramente algumas das deficiências do sistema europeu de migração. Aqui há uma clara necessidade de se reformularem as regras do sistema de asilo na europa e no seu decorrer um dos passos mais importantes que tem de ser dado é a criação de um mecanismo que permita uma distribuição mais justas daqueles que requerem asilo na Europa.

Mas este tema das migrações e dos refugiados é um dos mais complicados e fez abrir algumas fendas na, ainda, Europa dos 28. Aqui as divergências entre os líderes europeus saltaram para ribalta, onde se pode destacar através das notícias mais recente as políticas de anti-imigrição praticadas pelo Governo Italiano do 5 Estrelas e da Frente Nacional. As quais é necessário controlar ou até combater, terá de haver um meio termo para que o projeto europeu não saia fragilizado.

A Europa e o seu projeto comum, demostram aqui que há incompatibilidades que não são facilmente ultrapassáveis. Esta crise e as formas que irão ser usadas para a sua resolução terão grandes implicações no futuro. Muitas vezes esquecido, o Espaço Schengen, terá aqui uma das maiores provas da sua “sobrevivência”, um dos objetivos na resolução deste problema terá de ser a prevenção do seu colapso. A crise não pode ser discutida apenas entre as fronteiras da União Europeia, pois sem uma colaboração de países terceiros, não se conseguirá por fim a esta crise.

Os líderes europeus são neste momento perspicazes jogadores do jogo da batata quente, passando de mão em mão o problema, evitando a todo o custo que a batata quente lhes calhe. Aqui podemos ver que este problema terá apenas uma resolução a medio e longo prazo onde apenas com solidariedade entre os Estados-membros o problema irá ser resolvido.

Fica um desejo de uma Europa unida e solidária em prol de um projeto europeu consolidado e que não sai enfraquecido desta crise mas sim fortalecido.

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