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LAGARTA DO PINHEIRO: QUE PERIGOS?

Com o início da Primavera aproxima-se uma praga conhecida como “lagarta do pinheiro” e com ela, os perigos que advêm da sua presença.

Assim sendo a processionária ou lagarta do pinheiro (Thaumetopoea Pityocampa Schiff.) é o principal insecto desfolhador dos pinheiros e cedros em Portugal e o seu nome advém-lhe do facto de constituir longas procissões de lagartas que se dirigem das árvores para o solo, onde irão crisalidar (período em que as lagartas fazem uma espécie de hibernação, em estado de crisálidas, para depois se transformarem em borboletas).

Têm-se vindo a observar ataques de elevada intensidade desta praga, facto que se atribui principalmente às condições climáticas verificadas.

Em ambiente urbano, este insecto impõe uma vigilância constante e combate urgente e atempado, sobretudo em caso de ataques severos e sucessivos, dadas as consequências que pode trazer em termos de saúde pública: as lagartas libertam milhares de pêlos urticantes que se espalham pelo ar, podendo causar graves reações alérgicas no Homem, nos animais e, em casos extremos, a morte.

Na altura das procissões, que podem ocorrer de Janeiro até Maio de acordo com as regiões do país e as condições do clima, podem interceptar-se e destruir-se as lagartas antes que se enterrem no solo. Na época, em que nos encontramos, por norma é quando começam a ocorrer as conhecidas “procissões”, na nossa região.

As “lagartas do pinheiro” têm efeitos nocivos nos humanos, causando lhes sinais e sintomas de reação alérgica, como a Urticária: irritações na pele (geralmente ardor, comichão e manchas avermelhadas na pele), irritações nos olhos (olhos avermelhados, inchados e com comichão) e alterações no aparelho respiratório (dificuldade respiratória).

As manifestações ao nível da pele são as mais comuns, mas podem ocorrer manifestações oculares, orofaríngeas, gastrointestinais ou respiratórias. Sendo a patologia cutânea a mais frequente, esta apresenta-se como uma urticária localizada ou dermatite de contacto com características maculopapulares, ou seja, áreas de pele vermelha, por vezes com ligeiro edema e prurido. As áreas mais afetadas são as zonas expostas como face, mãos e pescoço.

A inalação dos pelos, embora pouco frequente, pode ter consequências sérias como dificuldade em engolir ou respirar. Outros sinais ou sintomas possíveis são dores de cabeça, vómitos e espirros. Se os pelos entram em contacto com os olhos, pode ocorrer inflamação local.

Tem existido nos últimos anos alguns casos com exposição mediática de surtos de dermatites por lagarta de pinheiro em algumas escolas. É importante os pais reterem que, na grande maioria dos casos, a exposição a este insecto causa uma doença benigna, com resolução simples, que atinge apenas a pele, não havendo por isso razões para alarme. A principal preocupação, ao nível da saúde pública, é prevenir estes surtos e procurar controlá-los quando a prevenção não for eficaz.

Uma das formas de prevenir incidentes maiores, caso tenha pinheiros em casa ou nos arredores deve ter alguns cuidados, assim, caso sejam detetados ninhos em pinheiros estes deverão ser destruído. Os ninhos devem ser queimados com os cuidados necessários para evitar incêndios e deve também ter-se atenção a posição para que os fumos da combustão não atinjam a pessoa pois são igualmente tóxicos.

O principal alerta é nunca tocar na lagarta e evitar que as crianças ou os animais domésticos se aproximem delas.

 

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