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A “verdadeira” democracia atual

Estamos num século em que se assiste cada vez mais a um fenómeno de evolução de tudo o que nos rodeia, a tecnologia é o mais conhecido e comum de entre vários; (in)felizmente, este processo de transformação não passa por tudo e creio que determinados “processos” e “fenómenos” políticos são um exemplo.

Numa altura em que os estudos são cada vez mais considerados como algo concedido a qualquer um, em que os níveis de pessoas com escolaridade aumentaram relativamente a outros anos, em que supostamente existe um pensamento mais livre e não “implementado”, creio que no que toca à decisão da ideologia política e do partido que se quer apoiar, assiste-se cada vez mais um processo de “Maria vai com as outras” em que não há opinião formulada e que quando há, é aquela que se ouviu no café de esquina, ou em casa à hora de jantar.

Quando perguntamos a um jovem desta nova geração “Porquê essa escolha?” (relativamente à sua ideologia política) poucos são os que sabem dar uma resposta com pés e cabeça, as mais comuns não são muito variadas, pelo contrário, até se chegam a tornar extremamente repetitivas e previsíveis, como por exemplo “É o da terra.”; “Os meus amigos também são.” e a que infelizmente é fatal como o destino: “Lá em casa é tudo partido A, logo também sou.”.

A política deixou, para mim, de ser o conjunto de grupos de pessoas com ideias distintas (ou não) em que cada um [de acordo com o seu cargo] nos governa de forma tal, porque nós decidimos que assim seria, nós elegemos na altura certa e nós afirmamos que assim seria, não deixando claro de dizer aqui e ali, quando não estamos de acordo com algo. Hoje é apenas esse grupo de pessoas, em que é obrigatório que todos tenham as mesmas ideias porque senão há consequências (para além da exclusão social), já se nasce com uma ideologia específica em mente e em quem nos governa tem sempre razão no que faz (seja fazer obras públicas (completamente desnecessárias e estapafúrdias em muitos dos casos) ao invés de obras fundamentais, usando a desculpa que o orçamento não permite, quando muitas vezes se gasta mais nestas obras do que propriamente no que é necessário) e em que “AI!” daquele que diga que algo está mal. Para mim, a ideia fundamental da democracia em que todos são livres de ser contra ou a favor e em que existe livre escolha, não passa neste momento de uma ideia para ludibriar as mentes mais frágeis.

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