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António, no país das maravilhas.

Não trago um conto de natal, podia, mas não o é! Quero falar do António, bom moço, inteligente, sonhador, irrealista. O António vive num mundo fora do nosso, talvez em outra dimensão, não sei como lá foi parar, se é algo que se fume, e pumba! já lá estamos. Se é queira por favor partilhar tal material com a malta.

Peço desculpa, mas tenho mais que fazer e pensar do que propriamente preocupar-me com tudo o que se diz na comunicação social. Mas reconheço o mérito na forma como o António conseguiu chegar onde está, foi para lá do impossível que todos julgávamos ser.

Hoje o António, vive num país “saboroso” onde é “raríssimo” acontecer qualquer espécie de problema, independentemente do nível de gravidade que tiver. Bem sei que todos percebemos a frase fora do contexto, parece que não sou tão desatento.

Um dia gostava de ver as coisas como o António vê. Não sei o que a vista dele alcança, mas certamente não estamos a ver o mesmo. Merece algumas felicitações por alguns indicadores, por Portugal deixar de ser lixo para alguns senhores, por escolher um Ministro das Finanças agora eleito para Presidente do Eurogrupo. Há coisas bem-feitas, a forma como tal se conseguiu pode ser discutido, mas bem-feitas.

Para que o António e os seus amigos o pudessem fazer não se pode, nem deve esquecer todos os esforços a que fomos sujeitos na legislatura passada, quer se concorde ou não, com o trabalho que o governo do Pedro realizou.

Mas também há falhas, e aí é que está o ai Jesus, não precisamos de recuar muito, nem de pensar muito, sabemos perfeitamente que o Estado falhou no seu principal papel. Falhou em Pedrógão, falhou nos meses seguintes, em Tancos, em outubro. Tem vindo a falhar!

Serve de consolo, permite a risota ver que também a cabeça do nosso primeiro-ministro falhou quando se expressa tal baboseira. Diz o que diz, porque o que importa são os indicadores, o boom no turismo, Lisboa ser eleita isto e aquilo. Deve orgulhar-se, mas remeter-se ao silêncio porque a vida no interior não é tão saborosa quanto se pensa.

E se fosse o governo do Pedro a falhar assim? Ui.

Decerto que 2017 é para esquecer para muitos dos portugueses que ficaram sem os seus entes queridos, para quem ficou sem o seu posto de trabalho, para quem perdeu trabalho de uma vida, para quem ficou sem nada. Para quem só ficou com o que trazia vestido. De certeza que é um ano bastante amargo.

Desejos de um ano de 2018 mais saboroso para todos! Sem falhas, se possível.

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