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O “nosso pequeno” Portugal, ainda hoje tenta restabelecer – se dos prejuízos incalculáveis lançados pelos incêndios que deflagraram durante os meses de Verão.         Muito se falou e muito se ainda fala do que poderia ser feito a nível de minimizar tudo o que aconteceu, em tudo aquilo que deveria ser feito, mas penso que se deve passar a ação a curto prazo. Tendo a essência florestal na sua base, aliada aos recursos naturais de excelência (fauna, recursos hídricos, agricultura, entre outros), assim como os recursos históricos e culturais, o interior do país foi possivelmente dos que mais prejuízos teve, e do qual carecerá mais tempo a renascer das cinzas.

Durante a minha semana habitual de trabalho, entre a Figueira da Foz e Castelo Branco, deparo me com a floresta negra que o Centro de Portugal se transformou: contudo acredito que o futuro será risonho, porque em algumas destas vilas pelo qual passo, o Sr. Manuel, o Sr. Joaquim, a Dona Elvira ou a Dona Maria, trabalharam estas terras, cultivaram terrenos, sustentaram as suas famílias e o interior do país manteve-se sempre firme e unido.

A autenticidade e os elementos genuínos que caracterizam algumas destas regiões, resultando os seus elementos característicos como a Filhó Espichada da Pampilhosa da Serra, o Cabrito Estonado de Oleiros, os Maranhos e o Bucho Recheado da Sertã, ou os seus elementos naturais tais como a Serra do Muradal no concelho de Oleiros ou as praias Fluviais existentes do Malhadal e da Aldeia Ruiva, situadas no concelho de Proença-a-Nova, são alguns destes elementos que acredito vivamente que vão continuar a ajudar no desenvolvimento local das regiões afetadas.

O Turismo tendo sido um termo muito usado como estratégia para a recuperação destes espaços, pois há uma necessidade enorme de repensar os locais, para as gerações futuras. A este forte acreditar na força das pessoas, a revitalização de um interior (esquecido) do qual acredito muito, o (Eco) turismo pode vir a proporcionar um futuro risonho na vida das pessoas: surgimento significativo de ações de educação ambiental para a reflorestação de floresta autóctone (Sobreiro – Quercus Suber, Castanheiro – Castanea Sativa; ou Medronheiro – Arbustus Unedo); acolhimento pela população local na sua inserção na dinamização de atividades de turismo criativo ou de turismo voluntariado; abertura ao trabalho com outras áreas afetas ao turismo: agricultura (produção de produtos regionais de cada região), entre outras áreas que poderia mencionar.

As pessoas são o essencial para o desenvolvimento de uma região, pois são elas que cimentam e alimentam a autenticidade e o genuíno que o interior de Portugal pode oferecer a quem nos visita.

Acredito que o Ecoturismo pode trazer aos locais o que muito se fala na ordem do dia: um ordenamento sustentável da floresta, aliado a um turismo responsável, que posso proporcionar um ambiente melhor, e incentivar as gerações futuras como elemento de responsabilidade cívica e pessoal. A experiência turística faz-se de tradição, cultura, espontaneidade e da interação com a população local, pois esta conjuntura potencializa o desenvolvimento local das regiões.

No meu caso, cresci quer ao nível pessoal, quer ao nível profissional a conviver com a história, a cultura e a autenticidade que as regiões me ofereciam, e aquilo que pode atrair turistas às regiões como estes casos mencionados, pois é um segmento com muita procura atualmente.

Orgulha – me poder contribuir com a minha atividade profissional, para poder preservar aquilo que os meus (nossos) antepassados criaram, e que hoje contribuem para o desenvolvimento local.

Ser (Eco) turista, ontem, hoje e sempre!

 

 

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