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REITOR? “INFELIZ” É O HEITOR!

JSD Distrital Castelo Branco congratula deputados que defenderam a UBI e repudia declarações do Ministro que acusou o reitor de “infelicidade”

 

Há três anos que a JSD Distrital Castelo Branco alerta para o subfinanciamento da Universidade da Beira Interior (UBI), patente, entre outros exemplos, na Moção de Estratégia Global “A Interioridade Como Oportunidade”. Infelizmente, desta vez, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior ultrapassou os limites do aceitável num Estado de Direito Democrático.

Por acreditar que o papel de qualquer organização política de juventude é lutar pelos interesses e necessidades das instituições que mais contribuem para a captação e fixação das novas gerações nos seus territórios, a JSD Distrital Castelo Branco apelou, recentemente, a uma atuação suprapartidária para corrigir a contenda que gerou a não entrega do orçamento da UBI à DGO.

Este sentimento foi partilhado por diversas forças políticas, razão que nos leva a congratular os deputados Álvaro Batista e Ângela Guerra (PSD), João Marques (PS), Paula Santos (PCP) e Luís Monteiro (BE), por defenderem a correção deste desequilíbrio, na audição parlamentar de Manuel Heitor. Da esquerda à direita, é unânime a necessidade de um reforço orçamental da maior instituição de ensino superior do arco interior do país. Contrariamente, e com um forte sentimento de consternação e revolta, repudiamos veemente as declarações do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Ao apelidar as afirmações do reitor da UBI de “particularmente infelizes” e ao incentivar a instituição a recorrer ao mecanismo de interajuda, Manuel Heitor revela falta de sentido de estado e incapacidade para governar de acordo com a realidade do país e de forma meritocrática, mesmo contra a opinião do seu próprio partido e dos grupos parlamentares que suportam o executivo a que pertence. A falta de respeito pela democracia parlamentar – em particular, pela fiscalização da ação governativa por parte dos legítimos eleitos em sufrágio universal e direto – não só afeta milhares de jovens, como remete para uma tomada de decisão unilateral que só encontra par no período que o país viveu até 1974.

A UBI não precisa de discriminação positiva. O seu crescimento exponencial, o relevo da sua estratégia de internacionalização, a investigação de excelência e a classificação como uma das 150 melhores universidades jovens do mundo fazem desta instituição uma referência além-fronteiras. O que a UBI precisa é, sim, de uma correção da discriminação negativa e da injustiça a que tem estado sujeita; de não receber 3.535€ por aluno, quando instituições com praticamente um terço dos seus estudantes recebem quase o dobro. A UBI, o Interior e o país precisam, urgentemente, de uma revisão da sua fórmula de financiamento.

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