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O nosso objectivo? Mudar o Mundo (antes que se torne uma “geringonça” global)!

É com muito orgulho, prazer e sentido de enorme responsabilidade que escrevo estas linhas para o blogue da JSD de Castelo Branco.

 

Orgulho, porque o activismo dos meus caríssimos amigos da JSD de Castelo Branco é um modelo para todos aqueles que não se conformam com o estado actual da nossa Pátria, que reclamam  um futuro que não seja apenas o presente remediado em que vivemos.

 

Prazer, porque se trata de um distrito  exemplar em termos de inovação, de dinamismo, de resiliência e capacidade criadora das suas gentes.

 

Enorme responsabilidade, pois impõe-se uma prosa sobre a situação política nacional que, no mínimo, iguale o grau de elevação do discurso (e empenho) político dos dirigentes da JSD de Castelo Branco.

 

E que seja tão útil para os leitores deste blogue quanto tem sido a acção política dos vastíssimos militantes da JSD em tão fascinante – e relevante – distrito de Portugal.

 

Pois bem, a reflexão que partilhamos hoje neste espaço prende-se com o bloqueio que é patente no sistema político português. Bloqueio, esse, que é fruto exclusivo da constituição daquela que é a maior fraude política da experiência constitucional portuguesa, que se convencionou designar por “geringonça”.

 

De facto, apesar de a imprensa do politicamente correcto – que o mesmo é dizer, dos órgãos de comunicação social manipulados pela esquerda, que, infelizmente, são a maioria, com a cumplicidade de alguns nossos militantes – tentar arduamente silenciar a discussão sobre esta temática, a verdade é que a “geringonça” resulta de uma mentira imposta aos portugueses.

 

Mesmo antes do dia do acto eleitoral (segundo fontes credíveis, logo no início da última semana de campanha), já António Costa havia garantido o apoio do Bloco de Esquerda, bem como uma posição de princípio favorável do PCP, à formação de um Governo frentista de esquerda – independentemente do veredicto eleitoral dos portugueses (a maioria absoluta de qualquer uma das forças políticas submetidas à votação já há muito que havia sido excluída de qualquer cogitação).

 

Isto é: os portugueses votaram maioritariamente no PSD e no CDS para afastar o PS da governação, até como sanção pela governação socialista incompetente pretérita (e que poderá ter implicado inclusive a prática de actos que consubstanciam ilícitos criminais gravíssimos), mas o PS sai, por negociatas políticas, vencedor da sua própria derrota.

 

No fundo, se os portugueses não escolhem o PS – o PS impõem-se aos portugueses. Dir-se-á que a geringonça resulta tão somente da dinâmica do “jogo” parlamentar, o qual incita à formação de coligações de geometria variável – o que não dispensa logicamente a inclusão de partidos extremistas nas soluções governativas conjunturais.

 

No entanto, tal argumento padece de um “pecado original” que acaba por retirar todo o seu mérito: a de que existe uma homogeneidade mínima entre o eleitorado de cada um dos partidos à esquerda do espectro político-partidário português – e mesmo uma convergência mínima de pensamento político entre os partidos que se auto-rotulam como pertencendo à esquerda (sim, porque o PS não é de esquerda, nem de direita – é para o que lhe der, segundo as conveniências de cada momento…). Tal homogeneidade e convergência – ainda que mínimos – existem em outras experiências político-constitucionais, os quais geram coligações governamentais teoricamente exóticas: as quais foram, aliás, citadas à exaustão pela comunicação social empenhada na ascensão de António Costa e da esquerda radical ao poder.

 

Ora, o que une PS, PCP e BE? Apenas um sentimento comum: o ódio a Pedro Passos Coelho. É a rejeição do PSD e do programa reformista de Passos Coelho que vai mantendo a geringonça segura. Sem Passos Coelho, com elevada probabilidade, a geringonça não se mostraria tão sólida.

 

Isso explica os “sapos” que o PCP tem andado a engolir.

Isso explica a ânsia de PCP e BE se entricheirarem na administração pública, já dominando serviços relevantíssimos para o futuro do nosso país como são a educação , os transportes e… as finanças – o que levantará um delicado problema de governação nos anos vindouros.

 

Um Governo reformista do PSD terá, pois, sempre de contar  com a oposição de altos quadros da extrema-esquerda no próprio seio do aparelho administrativo do Estado.

 

Mais: a motivação peculiar da geringonça explica que, volvidos quase três anos de legislatura, o país esteja parado. O país esteja em suspenso. Não há uma reforma estrutural. Não há uma estratégia para o futuro. Não há uma linha política coerente. Não há qualquer visão para Portugal – há apenas a gestão do dia a dia da geringonça.

 

Porquê? Precisamente porque a natureza diversa dos três partidos que integram a geringonça impedem a acção política – e produzem a inércia.

 

Imaginem, a propósito, que combinam com três amigos, com ideias totalmente incompatíveis entre si, a realização de um determinado projecto.

 

Primeiro, agendam uma sessão nocturna de reflexão estratégica do projecto – devidamente acompanhados por um “refresco” (chamemos-lhe assim) à altura, à boa maneira da praxis académica -, iniciando pela análise dos erros de projectos anteriores.

 

Na identificação dos erros e na sua remoção, é possível chegar a um posição de consenso entre todos. O problema só virá no passo seguinte – quando se impõe definir o que será feito e como será executado o novo projecto.

 

Se não há homogeneidade de ideias, nem capacidade e vontade para alcançar uma convergência mínima em termos de definição e execução de um projecto comum – o que teremos, a final, será sempre uma manutenção do projecto anterior, com remoção de alguns pormenores – ou, em alternativa, três projectos distintos, os quais por tão contraditórios e logo inúteis, equivalem à inexistência de qualquer realização.

 

Assim é a geringonça: chegaremos ao final da legislatura, com um país parado, dominado por grupos de pressão em sectores vitais para o nosso futuro – e cuja ideia de futuro é voltar aos anos socráticos.

 

Em 2019, iremos dizer que Portugal teve um Governo que não caiu – simplesmente, porque nunca avançou.

 

Só recuou e parou.

 

E é, neste presente, que estacionou. Daqui não sairá. E nós, portugueses, aqui, neste triste presente, estacionámos.

 

E daqui não sairemos.

 

Só até 2019?

 

A resposta a esta interrogação só depende de cada um de nós. Somos nós – não obstante a promiscuidade entre António Costa e muitos jornalistas e comentadores, que prestam um triste serviço ao jornalismo, e um serviço ainda mais triste à democracia – que temos de denunciar a paralisia geral do Portugal geringonçado.

 

Não numa lógica derrotista – mas numa lógica ambiciosa.

 

Temos de derrotar o presente situacionista – com um futuro mobilizador e reformista.

 

E o futuro é nosso: da juventude. Sem uma juventude politicamente activa, não há política de futuro.

 

Uma política diferente.

 

Uma politica inovadora.

 

Uma política que restitua confiança e esperança.

 

Para tal, há que assumir uma postura de irreverência criativa, de inconformismo consequente, de proximidade feita intervenção cívica permanente.

 

A nossa missão é difícil? Sem dúvida. Mas é sempre nos momentos difíceis que o PSD reaparece com uma força acrescida para dar expressão ao descontentamento das maiorias silenciosas que são omitidas em alguns jornais (nós sabemos quais!), na televisão e nos espaços de comentários de muitos.

 

Mais do que discutir lideranças, impõe-se – devemos isso a Portugal! – discutir políticas e soluções para os problemas que são comuns a todos nós.

 

E qual deve ser a nossa ambição? Simples: deve ser uma ambição comezinha.

 

Devemos aspirar a mudar Portugal e a mudar o mundo. Seria uma irresponsabilidade gritante querer menos que isto: mudar Portugal, mudar o mundo.

 

Porque o mundo é mudado pela prática reiterada de pequenos – embora enormes – gestos.

 

Gestos praticados por gente como eu, como tu, como nós.

 

E o mundo pode começar a mudar já amanhã.

 

Já agora.

 

Pode começar a mudar junto da beleza da Serra da Gardunha.

 

Pode começar a mudar na UBI e na excelência do seu ensino.

 

Pode começar a mudar pelo inconformismo nato dos estudantes da UBI, dos jovens das escolas da Covilhã, do Fundão ou da Guarda.

 

Pode começar a mudar na Sertã – com os seus dotes inegáveis de “Princesa da Beira”, “ bem na alma de Portugal” – ali, precisamente, junto à Fonte da Boneca.

 

De que estamos à espera?

 

Bem haja a JSD/Castelo Branco! No nosso próximo texto aqui neste espaço, veremos como o mundo já terá tanto mudado…por vossas mãos, por vossas mãos!

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