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“Democracia… o que é isso?”

Esta minha reflexão remete para a atual consciência de participação cívica de toda a população, com particular atenção para as camadas mais jovens.

  A 24 de janeiro de 2016 ocorreram as últimas eleições presidenciais nas quais foi eleito o atual presidente da república, professor Marcelo Rebelo de Sousa. Contudo, foram e são várias as críticas que acusam o facto de este ser apenas presidente de cerca de dois milhões e meio de portugueses. No entanto, e após uma breve análise, podemos constatar que grande parte dos interlocutores destas críticas contribuíram para o elevado valor de abstenção ocorrido nessas mesmas eleições, que rondou os cerca de 51% dos votantes. Ora, fazendo as contas, não chegaram a cinco milhões os portugueses que naquele domingo se dirigiram às urnas para usufruir do seu direito ao voto. Podemo-nos então perguntar o que vai na cabeça dos portugueses, quando há exatamente 43 anos os nossos pais e avós lutavam por um direito que hoje, nós jovens, desprezamos. Mas então, porque vivemos num estado democrático se prescindimos do principal direito que este nos oferece? Porque rejeitamos o nosso direito (e dever) de participação cívica?

É um facto que estamos perante uma população desinteressada, insegura e sem confiança, mas não nos podemos esquecer que se a maioria não participa, não pode, em momento algum, criticar os resultados do trabalho e da participação da minoria.

É necessário e urgente reverter esta situação de alheamento, principalmente entre os jovens, pois é nesta que se reflete o futuro do nosso país. Para isso, é essencial que estes se sintam ouvidos, reconhecidos e úteis. É tempo de dar voz aos jovens para que estes possam mostrar as suas capacidades e competências que há muito estão a ser ignoradas e desvalorizadas. Juventude não é sinónimo de incapacidade.

Aproximamo-nos agora do dia 1 de outubro, dia de eleições autárquicas, e esperemos que estas não sejam mais um aviso relativo a esta “recusa da democracia” por parte dos portugueses. Se tal acontecer, faço votos para que não continuemos a fechar os olhos a um problema que necessita de rápida resolução.

Não nos podemos esquecer que “a democracia é o poder do povo.”.

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