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FRAGILIDADE DO INTERIOR DO PAÍS

Arrisco-me a escrever sobre um tema que considero estar longe de estar resolvido – a fragilidade do interior do país.

O episódio lamentável ocorrido no dia 17 de junho veio comprovar o esquecimento em que o interior do país caiu. Dezenas e dezenas de mortos, destruição de habitações, propriedades e bens de valor foram um dos resultados deste abandono.

Este incidente veio dar o alerta que o país precisava. Não podemos continuar a ignorar as zonas do interior, está mais que na hora de terminar com a excessiva centralização e dar resposta às dificuldades que o interior atravessa.

Começando por proteger este território, assegurando o bem-estar da população e a saúde da zona florestal de Portugal. A população precisa de estar segura, e situações semelhantes às vividas em Pedrógão Grande e outras tantas localidades, têm de ter um fim uma vez que nunca deviam sequer ter tido um começo.

O crescimento do interior passa ainda por criar condições aliciantes á fixação de população, principalmente jovem, no interior. Trata-se de aproveitar o que o interior tem para oferecer ao mesmo tempo que oferecemos ao interior uma posição mais importante na economia e na demografia do país.

Criação de emprego, uma maior aposta nas universidades e politécnicos do interior, incentivos á fixação de mais empresas no interior e ainda acreditar e apostar mais no turismo rural.

O interior é capaz de proporcionar um nível de vida respeitável, desde que sejam criadas condições para isso.

Sendo este um problema que se arrasta há demasiados anos creio que os planos deveriam deixar de ser maioritariamente teóricos e ser postos em prática enquanto ainda vale a pena lutar por estas localidades.

O interior tem de deixar de ser noticiado por catástrofes e por índices de despovoamento e passar a ser referência de qualidade de vida e de atração de população.

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