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Dança de Balcão

Não, não venho falar sobre a música dos Virgem Suta. É excelente, mas não será sobre isso que falarei.

Nem sempre escrevo, não há justificação para tal, mas desta vez tive de o fazer pois se existe algo que mexe comigo é a política de balcão.

Caríssimos existem sítios próprios para o efeito, em que o palco é vosso, em que de facto são ouvidos, em que toda a atenção é vossa.

Infelizmente o Pinhal Interior Sul foi assolado por incêndios florestais, o que permitiu às mais diversas individualidades tornarem-se especialistas de combate a fogos, especializados em Proteção Civil ou Engenheiros Florestais.

Até ao dia vinha-se criticando que chegavam as autárquicas e que agora é que os Presidentes de Câmara apareciam, que se fazia obras, que se ouvia as populações, que andava tudo num reboliço.

Ouve-se de tudo, desde o tiro mais disparatado possível a uma frase que trabalhada pode resultar numa boa proposta.

Se há coisa que tenho aprendido e que vou defendo cada vez mais é estarmos mais ativos na sociedade. Ser voz ativa neste campo é fundamental para que quem está à frente dos órgãos decisores faça ainda melhor.

Tudo o que é organização deve trabalhar em conjunto por um único motivo, seja ele o clube da terra ou o concelho, uma associação, o que for. A equipa deve debater, refletir e o líder deve escutar e fazer com os seus. Com as suas gentes. Integrar todos!

Este artigo não tem como função criticar, mas sim apelar. Apelar à motivação e movimentação para tornar a nossa aldeia, vila, cidade, distrito, país, continente, o mundo ainda melhor. Como? Juntos! De que maneira? Dialogando, trabalhando.

As autárquicas estão aí. Começam a surgir os candidatos, apresentações de programa, começa a campanha, começam as visitas às adegas, começa tudo e mais alguma coisa e existe algo que pode começar, uma nova página, um novo rumo.

Apelo ao voto. Ao voto consciente. Apelo a que usemos esse poder num projeto credível em que acreditemos. Depois disso, não larguemos os recém-eleitos, precisam mais de nós do que podemos imaginar. Juntemo-nos a eles, esquecendo partidos e lutemos pelo que acreditamos, pela nossa terra.

Politica de balcão? Politica nas redes sociais? Sim. Mas não se fique por aí. Que se vá mais além, que das diversas formas possíveis se participe. Que se fale sem medo de represálias, com consciência.

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