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Uma preocupação autárquica

Os territórios de baixa densidade têm sido deixados ao abandono, mas não podemos deixar de lembrar a quem de direito, que estes territórios também são Portugal. É urgente uma resposta efetiva.

Ao longo do tempo fomos criando um fosso entre litoral e interior e só agora começamos a ter consciência.

Um dos maiores desafios de Portugal hoje é combater as desigualdades regionais e combater a interioridade. Assunto de tal relevância que segundo o Expresso Diário, o maior desafio de Portugal, é combater a interioridade e os desequilíbrios entre regiões. “O interior também é Portugal e merece, do país e da Europa, um olhar e cuidado especial.”

Segundo dados estatísticos, a população do interior tem vindo a diminuir com o passar do tempo. O interior do país apresenta um cenário, na generalidade, de uma população envelhecida, um decréscimo da natalidade, uma perda significativa de jovens e, por consequência, uma insuficiência da população ativa.

Chegámos ao ponto em que nalguns concelhos do interior as taxas de mortalidade são superiores às taxas de natalidade e assim sendo, se não se fizer nada para alterar esta dura realidade, se não se estabelecerem objetivos a curto, médio e longo prazo, estes concelhos do interior não têm sustentabilidade.

Citando o deputado do PSD Jorge Paulo Oliveira, “O país falhou. Temos um Portugal profundamente desigual.” “É um problema nacional que tem que ser enfrentado. Os territórios de baixa densidade não querem ser um encargo, um fardo, um peso para o país.”

Falhámos todos!

É urgente a coesão territorial!

Será que o despovoamento do interior terá, algum dia uma solução?

Espero que sim!

É vital para o país construir um novo mapa demográfico, em que o interior do país apresente elevada natalidade, baixa mortalidade, baixo índice de envelhecimento e elevado índice de população jovem.

É este o CARMA do autarca do interior…

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