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Despovoamento e eleições autárquicas

Temos vindo a assistir, a um despovoamento galopante no nosso distrito, em que o numero de eleitores inscritos a 31 de Dezembro de 2016, comparativamente com as eleições autárquicas de 2013 baixou em 5%. Temos concelhos como Penamacor (-12%), Oleiros (-8%) e Idanha-a-Nova (-8%) onde esse registo foi mais acentuado. Estamos a falar em eleitores inscritos e não em habitantes, pois como todos sabem, os nossos cadernos eleitorais não espelham a realidade dos concelhos, pelas mais diversas razões e que são reconhecidas.

Partindo deste pressuposto, com muitos menos população, a existente mais idosa, elaborar listas para concorrer nas freguesias é uma odisseia. A ausência de massa critica, a resignação, o desligamento da politica autárquica, leva as pessoas a não se quererem manifestar, terem receio de dar a cara por partidos que não são poder.

A claustrofobia democrática que se vive por estas bandas, não “permite”, condiciona a pluralidade de ideias e opiniões, tanto mais evidente quanto maior é o despovoamento, que  faz com que uma grande fatia da população esteja dependente da autarquia, de associações ou instituições, que o poder instalado controla ou condiciona.

Será que pensam, que podemos crescer e evoluir nestas condições? Sem a opinião e contribuição de todos? Da sua envolvência? De pontos de vista diferentes?

Termino citando Francisco Sá Carneiro –  “É pena que todos aqueles que se dizem democratas, na prática não respeitem o jogo democrático e as posições partidárias diferentes das próprias”.

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