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Covilhã – um futuro de oportunidades e desafios

Num mundo cada vez mais globalizado, onde a competitividade é medida por um conjunto de fatores que não são mensuráveis através dos indicadores ditos normais, é importante perceber o contexto e a evolução daquilo que se quer para o nosso Concelho.

Como candidato do movimento “Vontade de Mudar” assumo a responsabilidade de ter uma visão transversal de um planeamento estratégico sustentado, onde pretendo implementar um modelo societário diferente, não baseado numa visão estanque de cada prioridade temática, mas onde todos os vetores de ação se interliguem.

O futuro está a bater-nos à porta e o nosso concelho não pode ficar de fora de um novo paradigma virado para a inovação e para o empreendedorismo. Este é o momento de aproveitar as mais-valias que a nossa cidade possui, nomeadamente o Parque Tecnológico, a Universidade da Beira Interior e o ambiente estudantil, essenciais para esta nova visão de cidade inteligente.

Este tem de ser o caminho de uma cidade adaptável ao futuro e aos jovens, dentro de uma estratégia planeada, inclusiva, participada, inovadora e sustentável. A par do crescimento das cidades, que acentua a competitividade entre as mesmas, é também urgente atentar e analisar o fenómeno que se assiste em territórios menos urbanizados, como é o caso de grande parte do concelho da Covilhã.

O mundo globalizado em que vivemos traz novos desafios às cidades e aos territórios
de forma constante. Pois bem, o nosso maior desafio é a capacidade de adaptação às novas realidades encontradas, onde destaco a necessidade de estabelecer relações com mercados externos e ao mesmo tempo potenciar a economia local, tornando o território num centro de negócios, fornecendo condições e elementos que garantam a satisfação aos públicos efetivos e atraiam potenciais públicos, segundo parâmetros de educação, saúde, segurança, empregabilidade, entretenimento, etc.; potenciando o setor do turismo, atraindo visitantes e promovendo o desenvolvimento local.

É neste conceito estratégico do que deve ser uma visão que integre decisões a curto e a longo prazo, contando com a participação de todos os agentes interessados, tendo sempre como objetivo final o desenvolvimento sustentável, premissas essencial dentro da estratégia de desenvolvimento na promoção e proteção do território, respeitando as linhas orientadoras apresentadas na Carta de Leipzig sobre as Cidades Europeias Sustentáveis em 2007, como sendo a prosperidade económica, a igualdade social, o ambiente saudável, a cultura e a gestão institucional.

As cidades e regiões enfrentam nos dias de hoje uma mudança de paradigma, baseada na sua evolução e crescimento, não se medindo apenas por fatores
económicos, mas também por fatores sociais, impulsionados pela evolução da sociedade.

Numa primeira perspetiva pela evolução tecnológica que impulsionou o
desenvolvimento de novas estratégias de organização territorial, e numa segunda perspetiva, pela importância do fator humano e da sua participação na organização e desenvolvimento das cidades.

A evolução tecnológica nas cidades pode caracterizar-se pela relação entre atecnologia e o espaço urbano e pelo uso que os cidadãos fazem disso. O fácil e rápido acesso à informação influencia o quotidiano da população “globalizada”, promovendo novas formas económicas e sociais, independentes dos conceitos de distância, tempo e espaço. Estes últimos conceitos são irrelevantes numa perspetiva tecnológica: as cidades deixam de ter barreiras geográficas (físicas) e deixa de haver um limite de tempo para utilização de um serviço. É neste paradigma que a Covilhã 4.0 terá de se situar, aproveitando a sua localização estratégica, ponto de encontro entre Norte e Sul, entre Serras e Rios, entre Portugal e Espanha para se assumir como uma autêntica cidade inteligente, onde as Tecnologias de Informação e Comunicação não sejam vistas como mero canal de comunicação da sociedade contemporânea, mas sim como elemento essencial de uma estratégia de evolução sustentada, na medida em que permitem uma atuação preventiva (fornecendo meios para monitorizar e acompanhar infraestruturas urbanas) e diminuindo a distância entre o poder local e os cidadãos (facilitam a troca de informações, contribuindo para um maior conforto dos cidadãos). Assim, as cidades deixarão de ser apenas prestadoras de serviços, para se tornarem verdadeiras plataformas de serviços cívicos.

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