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Viver no interior? E, porque não?

Castelo Branco , quarto maior distrito do país, tem uma área de 6.775 Km2 e é dividido em onze concelhos. A polução residente, apontado dados de 2015, é de 186,002 habitantes.  Percebemos que a densidade populacional é baixa, apresentando uma média de 27 habitantes por Km2.

Olhamos para os dados e claramente  percebemos que temos um problema, a desertificação do interior. Mas, analisando a composição dos habitantes deste local, deparamo-nos com uma população envelhecida. Recorrendo aos números, a percentagem de famílias clássicas unipessoais com mais de 65 anos, no ano de 2011, acolhe entre os cinco primeiros lugares três concelhos deste distrito, falamos de Idanha-a-Nova (77%), Penamacor (76%) e Oleiros (75%) , ocupando a 2º, 3º e 5º posição, respectivamente.

Olhando para a envelhecimento, a escala global, percebemos que é um fenómeno generalizado, muito se deve ao aumento da escolarização da mulher e, com isto, a decisão sobre o número de filhos que querem ter.  Não podemos esquecer que  factor crise económica, entre os mais jovens, tem um grande peso, pois o desemprego deixa de parte esse sonho.

Mas há um claro aumento, nas zonas interiores, pois para além da população envelhecida temos um êxodo de população jovem para os grandes centros urbanos, em busca de novas oportunidades, onde há mais emprego, mesmo muitas vezes sendo este precário.

A Desertificação do interior é um problema, que pode ser combatido com novas políticas de juventude, pois uma das formas modificar as estatísticas é “atrair” jovens , mas para isso temos de saber mostrar as vantagens em viver neste território. E, é aqui que muitas vezes se falha, as políticas que existem não são divulgadas e novas, não são criadas.

Temos urgentemente, de conseguir por os jovens a pensar nesta região. O ideal seria que a pergunta: viver no interior? tenhamos um resposta : E, porque não?

Atrair os jovens para o interior é atrair o futuro. E, para isto temos de aprender a valorizar e aproveitar aquilo que de melhor temos, pois devemos ver nestas regiões uma oportunidade.

 

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