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Estão quase aí… As Autárquicas!

As Autárquicas costumam ser um bom indicador no que concerne ao panorama político nacional!

Por isso as máquinas partidárias afinam-se e medem forças ao nível do poder local! Partidos e coligações debatem-se, e no rescaldo a vitória é daqueles que obtiveram o maior número de municípios “ganhos”.

Internamente, cada um, “apalpa” terreno, define estratégias e dá e recebe orientações das estruturas regionais. Os candidatos são, internamente, escolhidos e as listas a apresentar no dia das eleições estão formadas e ordenadas.

Há também os “Grupos de Cidadãos Eleitores”, ou seja, “o conjunto de cidadãos a quem é concedida a possibilidade de candidatura direta e independente (sem intervenção dos partidos políticos) à eleição para os órgãos das autarquias locais.” (CNE)

 Depois, resumidamente explicando, consoante o número de votos e usando o “Método de Hondt”, atribui-se o nº de mandatos, ou seja o nº de candidatos de umas e outras listas que irão compor as Assembleias de Freguesia, as Assembleias Municipais e a Câmara Municipal.

Concluindo, no dia das eleições, os cidadãos (os que não integram as estruturas partidárias ou os tais grupos de cidadãos), apenas escolhem dentro do leque lhes é apresentado e que foi previamente e internamente decidido pelos partidos políticos ou pelos grupos independentes.

Ou seja, só a partir desse momento os cidadãos intervêm nessa “equação” de decisão.

Cabe-te a TI decidires a partir de que momento queres integrar a tal “equação”:

No dia das eleições, indo votar, não deixando que os outros decidam por TI, da mesma forma que não deixas que decidam por TI o curso que vais seguir ou a faculdade onde queres estudar.

Participando posteriormente nas Assembleias de Freguesia e Assembleias Municipais, intervindo no período aberto ao público.

Desde o início do processo, sendo que no modelo eleitoral atual, a única forma de o fazer é integrando uma juventude partidária/partido com o qual partilhes Valores, ou um grupo de cidadãos, onde podes ser uma voz ativa na escolha dos candidatos, antes do dia das eleições.

E aquela que eu desejaria que começasse a ter maior expressão, a participação dos Jovens através de uma maior integração nas listas candidatas aos nossos municípios e às nossas freguesias.

Não me refiro à integração de Jovens apenas porque são militantes de juventudes partidárias, mas aos Jovens que por um ou outro motivo mostram competências e que podem contribuir positivamente para a sua região.

Nestas Autárquicas, espero que não se fique pelos discursos sempre simpáticos dirigidos aos Jovens (porque é necessário cativar público) e ao quanto são importantes na renovação, e se comece a corresponder as ações com as palavras.

Queiram os Jovens participar! Consigam as estruturas ter a dinâmica necessária para se renovar!

*Este artigo apenas vincula a opinião do seu autor.

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