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Vamos lá ganhar isto!

“Oh, vocês nas Jotas só sabem abanar a bandeirinha.” Qualquer um de nós, militante da JSD, já deve ter ouvido algo do género nas ruas e nos mercados, vindo dos mais ou menos velhos, nas campanhas ou fora delas. Há crítica implícita na forma como o dizem. Muita gente está enganada sobre o nosso papel na política. Muita gente não sabe o que fazemos. É a nossa tarefa mudar-lhes a opinião. Para início de conversa é bom que as pessoas saibam que nós, na JOTA, adoramos carregar as nossas bandeiras. E porquê? Porque só é capaz de carregar uma bandeira quem acredita naquilo que ela representa. Só abana bandeiras quem está disposto a lutar por elas.

E não há melhor ocasião do que as eleições autárquicas para mostrarmos à sociedade aquilo em que acreditamos e aquilo que valemos como coletivo político.

Assumindo que a JSD partilha o objetivo do PSD para estas eleições – reconquistar a Associação Nacional de Municípios e a Associação Nacional de Freguesias – diria que a nossa estrutura tem quatro grandes trabalhos pela frente se quiser potenciar o resultado do Partido ao mesmo tempo que se consolida interna e externamente.

Estas são os quatro trabalhos da JSD para as eleições autárquicas.

Primeiro trabalho: formar políticos. Os jovens quadros da JSD são dos mais qualificados que o PSD tem. Temos nas nossas fileiras jovens licenciados, mestrados e até doutorados nas mais prestigiadas universidades nacionais e internacionais. Temos jovens profissionais que dão cartas nas PME’s ou nas grandes multinacionais. Mas a política autárquica não se aprende nos bancos de escola. É preciso aprender com os melhores recursos do PSD. É preciso cheirar o terreno. Isso faz-se com mais, não menos, trabalho político.

Segundo trabalho: criar um programa. Para que, realmente, as pessoas saibam o que significam as nossas bandeiras precisamos de apresentar propostas concretas. Seguindo o argumento anterior, a qualidade dos nossos quadros permite-nos não só estar no centro do debate como nos dá a hipótese de criarmos os próprios termos do debate. Ninguém melhor do que nós pode discutir a emancipação, o desemprego, a emigração, as tecnologias de informação e a sociedade do século XXI. Os partidos estão presos às ideologias. Nós podemos pensar nos termos do pragmatismo. Ninguém melhor do que nós, jovens com mundo, pode criar a utopia da cidade melhor. Criar um programa inovador e disruptivo, capaz de mobilizar as nossas comunidades é, por isso, um trabalho da maior importância.

Terceiro trabalho: aumentar a nossa base eleitoral.  Se formarmos e se criarmos propostas políticas novas estaremos, certamente, a alargar a base de eleitores (jovens ou não) que se revêm nesses programas. É nisto que mora a base para uma vitória eleitoral pela qual a Jota se baterá até à última. Por outro lado, se queremos reverter o resultado de há três anos – no qual fomos muito penalizados pelas medidas duras que o nosso governo então teve de aplicar para salvar o país – temos e ir para a rua ouvir as comunidades. Temos de ser solidários com as suas dificuldades e enérgicos na sua defesa. Temos de lhes dar voz, com cadência e constância. Se nos limitarmos a procurar as pessoas de quatro em quatro anos não seremos nunca bem-sucedidos. As nossas bandeiras têm de ser os casos do João e da Maria e do António e de todos os milhares de jovens a quem o governo do PS tanto prometeu e nada cumpriu.

Quarto trabalho: denunciar o logro do governo socialista. A JSD é conhecida pela sua irreverência e pela sua ousadia. Temos de dizer o que o PSD pensa e não diz. Temos de denunciar o PS/JS e o logro governo. Lembram-se que com o governo PS a precariedade ia acabar? E que os jovens não mais precisariam de emigrar? E que a Educação é uma paixão? Tudo verbo-de-encher. O PS não tem política nem estratégia para o país, quanto mais para a juventude.

Devem ter reparado que não coloquei “Lutar por lugares” como um “quinto trabalho”. Não precisamos. Temos de formar primeiro, criar depois e alargar no fim. Os lugares serão uma decorrência natural desta fórmula. A inversa é que não resulta: regatear lugares para formar a seguir é apenas um princípio disfuncional – para dizer o mínimo.

Em resumo: quanto mais lutarmos por lugares e menos por ideias, menos sucesso terá a JSD e mais fragilizado ficará o PSD. Mais importante do que o lugar que queremos é o que podemos dar nesse lugar. Por isso, muito antes de pensarem em listas, perguntem-se a vocês mesmos: qual é o meu projeto para a minha Freguesia ou para o meu Concelho? Posso fazer a diferença na vida dos meus concidadãos? Vou representar vozes que não são ouvidas?

Pensem nisto e depois decidam.

Para terminar, como não podia deixar de ser, uma nota sobre Cascais. É um município liderado pelo PSD em coligação com o CDS há muitos anos. É, sob a liderança exemplar do nosso Coordenador Nacional Autárquico, Carlos Carreiras, um município de excelência na qualidade de vida e com uma dinâmica impar na promoção de políticas de juventude – é a Capital Europeia da Juventude em 2018. É com orgulho que faço política em Cascais há dez anos. Em 2013 tive oportunidade de integrar as listas para a vereação mas foi muito antes disso, tinha 17 anos, que me filiei na JSD – sim, gostava de o ter feito mais cedo mas as coisas são como são. Dei os primeiros passos na maior junta de freguesia do País: Cascais/Estoril.

E sei, por experiência, que há muita coisa que podemos fazer no país pelos jovens.

Se Cascais está hoje a apostar na Educação, captando para o concelho quatro universidades, os outros concelhos do país também o podem fazer.

Se Cascais libertou os talentos dos empreendedores e dos jovens empresários, criando a DNA Cascais, as cidades do nosso país também podem criar postos de trabalho e riqueza da mesma forma.

Se Cascais criou programas de voluntariado que integram milhares de jovens todos os anos, se tem uma política para a habitação jovem, outra para a mobilidade, e muitas outras, com vontade, estratégia e visão política, qualquer cidade pode tentar fazer o mesmo.

Portugal precisa de mais governos locais do PSD. O PSD precisa de ter uma grande vitória autárquica em 2017. E a JSD precisa de ajudar o PSD e Portugal a inaugurar um novo ciclo político que traga felicidade e prosperidade às pessoas.

Vamos ao trabalho. Temos muito a fazer. Com a nossa bandeira colocada sempre lá no alto.

*Este artigo apenas vincula a opinião do seu autor.

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