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Autárquicas’17: e tu, o que é que podes fazer pela tua terra?

Estamos sensivelmente a um ano das eleições autárquicas. A contagem decrescente para o principal evento político de 2017 já começou.

É claro que, por estes dias, a discussão tem tudo a ver com nomes. A pergunta que mais me fazem é a seguinte: quem é o candidato A para a Câmara Z? Mal. Essa discussão não importa nada agora. É claro que todos os partidos e todos os candidatos querem ganhar as autárquicas. Mas a questão que toda a gente deveria colocar nesta fase é outra: para que é que queremos ganhar as eleições? Com que projeto? Com que ideias para servir a nossa comunidade?

Qualquer partido que coloque o nome antes do projeto está condenado ao falhanço – se não ao eleitoral, pelo menos ao falhanço no governo das suas comunidades.

É também neste sentido que JSD pode dar um contributo insubstituível. Eu não gostaria de ver os jovens a entrar na discussão dos nomes e dos lugares. Essa é a velha política. Eu gostaria de ver a JSD a contribuir para uma nova política.

E que nova política é essa?

Em primeiro lugar, o PSD precisa que a JSD e os seus militantes trabalhem para alargar a nossa base política. Isso significa que a Jota tem de trazer para o debate os temas que os partidos não querem ou não sabem abordar. Os desafios da qualificação, da inovação e do empreendedorismo; o impacto das novas tecnologias no mercado de trabalho e na nossa vida coletiva; o posicionamento dos territórios no mundo globalizado; a emancipação jovem e o direito à construção de projetos de felicidade; a garantia de participação política; a constituição de um Estado que não reserve direitos adquiridos para uns à custa de direitos subtraídos a outros. Todos estes temas, e muitos outros, podem e devem ser debatidos pela JSD. Isto trará para o debate mais eleitores independentes e mais ideias para mudar as nossas comunidades.

Em segundo lugar, a JSD tem de se preparar para o combate autárquico. Como é que essa preparação é feita? Acrescentando formação política à formação profissional e académica. Esse trabalho só exige tempo. Porque a qualidade está lá, em cada um dos vossos militantes e simpatizantes. Não tenho a mínima dúvida de que a vossa geração é, para além da mais europeia e mais democrata, também a mais bem preparada para lidar com os desafios da globalização.

Em terceiro, e último lugar, a nova política que eu defendo é a nova política que reserva um lugar para as propostas da JSD e para os seus intérpretes. Tenho defendido um esforço de renovação das listas do PSD nas autárquicas. Confio que essa renovação se fará, também, pela maior inclusão da competência, do talento, da tolerância e da mundividência dos nossos quadros jovens.

A concretização dessa minha visão depende mais da vossa coragem do que da nossa vontade. Não tenham receio de ir à luta. Não fiquem refém de cálculos ou vaidades. Aceitem apenas servir a vossa rua, a vossa freguesia ou o vosso concelho. Respondam só a uma simples questão: o que é que eu posso fazer pela minha terra?

Confio que a JSD dará uma grande resposta política ao PSD e ao país nas próximas autárquicas. Sei do que falo. Tenho 55 anos e partilharei sempre o espírito e a energia da JSD.
Ao contrário daqueles que se esquecem das causas da juventude assim que ganham os primeiros cabelos brancos, eu já fiquei careca mas não me canso de lutar pelas causas dos jovens.
Vivo numa casa repleta de jovens. Constitui as minhas equipas essencialmente com jovens profissionais. Como Presidente de Câmara lancei programas de empreendedorismo jovem e criação de emprego para jovens. Fizemos de Cascais a Capital Europeia da Juventude. E nunca nos cansaremos de trazer os jovens para as causas cívicas. Quero os jovens do lado de dentro da política, a fazer, e não do lado de fora, a contestar.

E tu, o que é que vais fazer pela tua cidade?

*Este artigo apenas vincula a opinião do seu autor.

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