Blog

A alavanca do PSD para ganhar as Autárquicas de 2017: A juventude, a JSD!

Arrancámos no passado fim-de-semana no Algarve, na Festa do Pontal, para o ciclo que irá culminar com as eleições autárquicas do outono de 2017. A partir de agora não há pausas, não haverá seguramente férias para quem quer reconquistar a maioria de cada voto de todos os portugueses, distribuídos por 308 concelhos.

Por esta altura até aceitamos que a nossa visão se foque no fraco crescimento económico que faz o Governo das esquerdas rejubilar: os 0,8% de Costa em 2016 que querem tornar maior que os 1,5% de 2015.

Seguramente há, entre os reformados, os trabalhadores, os jovens qualificados que continuam a ser obrigados a procurar trabalho fora, os precários e os desempregados, muitos eleitores a sentirem-se traídos pelos números que demonstram que o Governo de Costa falhou. Vejamos, sem perder o foco mas porque a realidade o exige: Se Portugal cresce hoje apenas cerca de metade do que no ano passado, se o país cria menos emprego do que o ano passado, se exporta menos do que o ano passado, se há mais trabalhadores a sofrer mais com a austeridade do que o ano passado, se a dívida aumenta face ao ano passado, como é que socialistas, bloquistas e comunistas nos garantem que a vida em 2016 é melhor e mais feliz? Simples. Desaparecem. Ambos abandonaram o sentir do povo.

As eleições legislativas, embora não pareça em virtude da gravidade dos números de hoje, não importam e não podem importar. Elas serão quando tiverem de ser. Não se sabe quando, mas se não for antes será seguramente apenas em 2019.

“Se”. “Se”. “Se”. Para política de “se’s” já nos basta a gestão diária da geringonça, e os orçamentos de estado em formato “caixa mistério”! Temos de nos agarrar a certezas.

E a certeza que temos neste momento e neste dia, é que este novo ciclo que estamos a abrir tem dois combates duros no horizonte: Regionais dos Açores e Autárquicas.

São dois embates para ganhar, é isso que demonstra a história e a génese do PSD. É isso que consolida o nosso partido no seio da sociedade portuguesa, as propostas políticas enraizadas e sustentadas ao longo de quatro décadas de democracia que nos conferiram muito mais vitórias do que noites menos felizes.

Comecemos a ver os desafios que temos:

Há quatro anos, e quando a vitória parecia estar ao nosso alcance, uma crise política inesperada acabou por dar a vitória ao PS. Um resultado caído do céu aos trambolhões. Foi a exceção na regra que diz “a sorte dá muito trabalho”, porque esta não deu.

 Má sorte a dos nossos companheiros açorianos que tiveram de aguentar com o prolongamento da dinastia socialista no arquipélago.

Em 2016, temos condições para dar um novo futuro aos Açores. Um futuro alicerçado nesta social-democracia reafirmada que defendemos.

Estaremos ao lado dos nossos companheiros dos Açores na disputa de cada voto e de cada ilha, para que no meio do Atlântico nasça um novo ciclo de mudança e de consolidação do PSD a nível nacional.

Depois dos Açores temos as Autárquicas em 2017.

Que não haja dúvidas: este é um combate crucial para todos nós.

Há um duplo objetivo que se coloca: alargar as maiorias onde já somos poder autárquico e reconquistar o poder onde somos oposição.

Para que estes dois objetivos que se interligam sejam alcançados, não pode haver tacticismos políticos, gestão de egos ou predisposições paroquiais. De norte a sul do país, têm de avançar os candidatos que estiverem mais bem preparados e que tiverem melhores condições par ganhar e para governar.

E os nossos companheiros mais críticos da atual direção não devem, não podem, auto excluir-se do combate. Essa desonestidade moral não compactua com os pergaminhos do PSD e com a social-democracia com a qual nos identificamos.

Cabe à juventude no geral, e à JSD em particular, primar pelo exemplo. Salvaguardar o mérito e a capacidade.

A JSD terá de assumir claramente, pelo exemplo, que não negociará nem quotas, nem percentagens mínimas de elementos da estrutura partidária nas listas, mas sim um trabalho enorme na construção de propostas políticas de juventude e qualificação de jovens quadros para encarar a enorme responsabilidade de contribuir para podermos voltar a colocar o PSD a liderar a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a ANAFRE, ganhando as eleições autárquicas de forma clara a nível nacional.

Não deveremos, em concelho algum ou qualquer freguesia, partir para esta batalha autárquica com a finalidade de apenas alcançar lugares em listas alicerçados unicamente por preenchimento de quotas de juventude. Devemos, também nós jovens, ser capazes de contribuir para escolher os melhores preparados e capazes para trabalharem diariamente pelas nossas ruas, pelas nossas freguesias e pelos nossos concelhos.

Se os melhores preparados forem jovens, tanto melhor! Se não, que saibamos ter a humildade política de dar a vez a quem à data poderá contribuir melhor que nós e, depois desse ciclo já com a vitória garantida (porque só com os melhores em jogo é que se ganha), que sejamos ainda melhores e mais preparados para contribuir mais presentemente de futuro nos executivos municipais, nas juntas de freguesia ou nas assembleias.

Mais importante que qualquer quota e lugar em listas é o que faz o projeto: As propostas políticas para melhorarem a qualidade de vida dos nossos conterrâneos.

Isso sim, terá e deverá ser o nosso foco e objetivo! É essa vontade de desafiar o presente e construir o futuro que tem de conviver com a nossa geração diariamente para reaproximar os jovens da política.

Regra geral apelidados de geração “para o futuro”, em virtude do número do cartão de cidadão, sabemos bem que até podemos aceitar esse paternalismo ou apelido, por respeito aos jovens há mais tempo, mas sempre conscientes de que somos já uma geração para trabalhar o presente e devolver a esperança no futuro.

Somos a alavanca diferenciadora para reacreditar a política e os políticos. Somos a alavanca que poderá contribuir para a vitória do PSD.

Cá dentro podemos ter opiniões diferentes. Mas lá fora carregamos os ideais do nosso partido desde Sá Carneiro até Passos Coelho, com a responsabilidade de honrar um passado de seriedade dentro do PSD.

Assinalamos em 2016 os 40 anos das primeiras eleições locais livres e democráticas, numa história que o PSD, como grande Partido autárquico que sempre foi, ajudou a escrever.

Que 2016 marque o arranque de uma onda laranja no país inteiro. Vamos lutar por cada voto, por cada uma das nossas freguesias, por cada uma das nossas Câmaras.

As autarquias precisam de um PSD forte. O País precisa de um PSD forte. O PSD é muito mais forte com uma JSD forte e empenhada!

A nossa força está também na irreverência da juventude, na energia e na criatividade de construir o que outros apenas sonharam.

Está nas ruas das aldeias e das cidades deste país. Está nas pequenas e nas grandes empresas. Está nas universidades, nas escolas e nos centros de inovação.

Há 308 concelhos que precisam de nós.

Estaremos em todos os distritos para estar com todas as concelhias. Ouviremos o que a juventude anseia, porque é essa a voz que irá construir o futuro e a melhoria do nosso país.

 

*Este artigo apenas vincula a opinião do seu autor.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *