Notícias

Encerramento da Central Nuclear de Almaraz

Encerramento da Central Nuclear de Almaraz

JSD Distrital Castelo Branco exige ação firme por parte dos responsáveis políticos

 

 

Com o primeiro reator a funcionar desde 1981, a manutenção do funcionamento da Central Nuclear de Almaraz, localizada a cerca de 100km da fronteira portuguesa (Cáceres, Espanha) e refrigerada via Rio Tejo, é um real perigo para cidadãos portugueses e espanhóis.

Neste sentido, a Comissão Política da JSD Distrital  Castelo Branco deseja alertar os cidadãos e responsáveis políticos para que unam todos os esforços possíveis, a fim de fazerem frente ao prolongamento do funcionamento desta Central Nuclear. Não devemos permitir que uma decisão unilateral do Governo Espanhol coloque em jogo a vida dos cidadãos. Portugueses e Espanhóis devem estar unidos para enfrentar um dos mais altos riscos que a Península Ibérica já presenciou.

Várias entidades – como por exemplo, a internacionalmente conhecida Greenpeace – têm denunciado as falhas nos sistemas de segurança da Central Nuclear, que poderão despoletar eventos nocivos ao nível do incidente em Fukushima (Japão). Sabe-se ainda que a Central Nuclear de Almaraz deveria, atendendo à vida útil dos reatores e das instalações, ter sido desativada em 2010, prazo que tem progressivamente sido alargado, aumentando o risco de uma verdadeira tragédia e fechando os olhos aos consecutivos incidentes verificados. É ainda alarmante não terem sido verificadas as condições para que a Central ultrapasse situações de fenómenos naturais – como um terramoto – sem que isso prejudique o seu normal e seguro funcionamento.

De salientar ainda que a mesma água que refrigera os reatores de Almaraz entra em Portugal via distrito de Castelo Branco. O nosso Distrito será, em caso de acidente, uma das primeiras zonas a ser afetadas. Vila Velha de Ródão será o primeiro conglomerado populacional português a ser afetado pelas águas radioativas que percorrerão o seu caminho até Lisboa, onde desagua o Tejo.

Os vários avisos feitos por parte dos pescadores, no que toca à morte dos peixes, à poluição verificada e ao aumento da temperatura das águas, que provocam grandes alterações nos habitats naturais que a contêm, têm sido claramente negligenciados. A defesa do interesse dos portugueses, da fauna e da flora do Tejo Internacional são temas sérios demasiado importantes para serem debatidos com tamanha leviandade. Falamos de Saúde Pública, de Segurança Nacional, de milhares de vida que estão em risco.

O recurso a energias limpas é essencial para que situações como estas não se repitam e, para tal, os países devem trabalhar de mãos dadas. A JSD Distrital Castelo Branco exige, assim, uma atitude contundente aos responsáveis políticos portugueses para que se chegue a real debate entre o Governo português e o espanhol, tendo como fim único a desativação, encerramento e desmantelamento da Central Nuclear de Almaraz.

Se nada fizermos, todos seremos cúmplices da continuidade e consequências desta verdadeira bomba-relógio que se encontra na margem no Tejo. Mais, todos seremos responsáveis pelo risco em que estas vidas humanas se encontram.

Castelo Branco, 13 de Junho de 2016

A Comissão Política da JSD Distrital Castelo Branco

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *