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Juventude, contratos de associação, desemprego e exportação

Foi com especial gosto que recebi o convite da JSD Distrital de Castelo Branco para participar no Blogue Aqui Entre Nós.

Tenho acompanhado o trabalho e dinamismo que tem vindo a ser promovido na JSD do meu Distrito. É com muito entusiasmo que vejo jovens interessados e motivados em participar na Política. Mas mais do que interesse motivação tenho sentido na JSD preparação. Aqui entre nós, é óbvio que os jovens de hoje são e estão muito mais preparados para assumir funções de relevo do que certos políticos com responsabilidades neste tempo.

Este tempo novo que vivemos, ao ritmo da “geringonça”, é sintomático da falta de preparação de certos intérpretes. Não é de estranhar. Para lá da falta de legitimidade popular, junta-se o cimento de que é feito o actual Governo das Esquerdas. Apenas e só retirar o poder ao PSD e ao CDS. E cada dia que passa e cada medida tomada, é demonstrativa desta falta de visão do país a médio e longo prazo.

Aqui entre nós, um país para ser governado precisa de visão e planeamento. Precisa de gente responsável. Não interessa a idade, interessa a envergadura e a capacidade de trabalho.

O último caso que assistimos é de um combate ideológico nunca visto. A polémica entre a escola pública e a escola privada está a criar um gap enorme entre portugueses. Numa matéria que já deveria ser consensual, mas que a agenda das esquerdas procura incitar. Esta guerra contra o privado, mas encapotada para atingir a Igreja Católica é bem demonstrativa do que nos espera nos próximos tempos. A isto não podemos assistir com passividade. As reversões anunciadas, as quebras de acordo do Estado, uma entidade que nos representa e que deve ter uma só palavra são preocupantes. Chegar a meio de contratos e dizer agora mudamos o regime de como nos relacionávamos com estas escolas é eticamente reprovável.

A isto, aqui entre nós, só podemos chamar navegar à vista. Sem critério, nem bom senso. Aliás, um dos grandes problemas é esta falta de visão.

Só que esta ideia de que com uma varinha mágica se remove a austeridade começa a ruir. Os indicadores de desemprego aumentaram. As exportações desceram. Que esperança para um país que atravessou um período tão longo e tão sombrio? Quando as nuvens começavam a desaparecer, o céu volta a estar encoberto. A linha de esperança e de confiança é essencial. E só ganhamos a confiança das instituições externas e dos investidores com um rumo sério e credível. E a credibilidade vem da acção e da atitude perante os desafios.

Meus caros jovens de hoje e governantes de amanhã, aqui entre nós, vocês precisam de assumir as redes do futuro. Porque estão preparados e porque acredito muito mais no vosso bom senso e na vossa força do que o desgoverno que nos calhou na sorte.

Não desistam. Acreditem nas vossas competências, estudem e mantenham-se informados. Lutem sempre pelo vosso futuro.

Manuel Frexes

*Este artigo apenas vincula a opinião do seu autor.

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